domingo, 14 de agosto de 2011

4 Lendas Indígenas


    


                                  A Lenda do guaraná
							
              Um casal de índios pertencente a tribo Maués, viviam juntos
  por muitos anos sem ter filhos  mas desejavam  muito ser pais. Um dia
  eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela
  felicidade. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de
  bondade, lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo menino. 
  O tempo passou rapidamente  e o menino cresceu bonito, generoso e bom.
  No entanto, Jurupari , o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja 
  do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar
  aquela vida em flor. 
  Um  dia ,  o  menino  foi  coletar  frutos  na floresta e Jurupari se 
  aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em
  uma serpente venenosa  e  mordeu o menino, matando-o instantaneamente. 
  A triste  notícia  se  espalhou  rapidamente. Neste  momento, trovões 
  ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em
  desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo
  que  ela  deveria  plantar  os  olhos da criança e que deles uma nova
  planta cresceria dando saborosos frutos. 
  Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino.
  Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com
  um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.

                                                 Fruto do guaraná

Assista esta lenda no YouTube clique no link abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=AC8VYyfX2KM



                 
                   Lenda da criação das estrelas

               Algumas índias foram colher milho para fazer pão para seus
   maridos. Um  indiozinho  seguiu a mãe e, ao vê-las fazendo pão, roubou
   um  monte de milho. Chamou  seus amigos e foram pedir para a avó fazer
   pão para eles também.
   As mães, sentindo a falta do milho, começaram a procurá-lo. Os meninos,
   depois que comeram o pão, resolveram fugir para o mato. Para que a avó
   não contasse o que tinham feito, cortaram-lhe a língua. Então chamaram
   o  colibri  e  pediram  para  que amarrasse lá no céu o maior cipó que 
   encontrasse  e  começaram  a subir. As mães perceberam que as crianças
   não estavam na tribo. Desesperadas, perguntaram para a avó o que tinha
   acontecido, mas  essa não podia responder. Então , uma das mães olhou
   para  o  céu  e  viu  os meninos subindo pelo cipó. As mães correram e
   imploraram  para  que voltassem , mas os meninos não obedeceram. Então,
   elas  decidiram subir no cipó também. Mas os indiozinhos cortaram-no e
   as  mães  caíram  transformando-se  em  animais  selvagens. Os meninos
   malvados,  como castigo, tiveram que olhar fixamente todas as noites
   para  a  terra,  para  ver o  que aconteceu com suas mães. Seus olhos
   sempre abertos são as estrelas.
                                          



                        A Lenda da Mandioca
						
           Em épocas remotas, a filha de um poderoso cacique foi expulsa
  de  sua  tribo  e  foi  viver  em  uma velha oca distante  por ter 
  engravidado  misteriosamente. Parentes  iam levar-lhe comida
  para seu sustento, assim a índia viveu até dar a luz a uma linda menina,
  muito  branca  a  qual  chamou  de  Mani. A  notícia do nascimento se 
  espalhou por todas as aldeias e fez o grande chefe cacique esquecer as
  dores  e  rancores e cruzar os rios para ver sua filha. O novo avô se
  rendeu aos encantos da linda criança a qual se tornou muito amada por
  todos. No  entanto,  ao  completar  três  anos, Mani morreu de forma 
  também  misteriosa,  sem  nunca ter adoecido. A mãe ficou desolada e 
  enterrou a filha  dentro da oca onde vivia e sobre ela derramou seu
  pranto  por  horas. Mesmo com  os olhos cansados e cheios de lágrimas
  ela  viu  brotar  de lá uma planta que cresceu rápida e fresca. Todos
  vieram  ver a planta miraculosa que mostrava raízes grossas de cor marrom
  por fora e branca por dentro.
  Os índios provaram daquela raiz e deram-lhe o nome de Manioca, Mani em 
  homenagem a pequena indiazinha e oca por ter nascido dentro de uma oca.
  Hoje conhecemos esta planta pelo nome de mandioca
                    
                                                          Mandioca


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A lenda da Vitória-Régia

 Conheça a lenda da Vitória-Régia
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vamos brincar com a forca do folclore
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Atividade aplicada com o 5º ano

3 comentários:

  1. Ótimo texto. Já conhecia a lenda e é incrível como ela chegou até aos dias de hoje e qual será realmente a veracidade dela! O animal é realmente assustador.
    Esses dias também li um outro texto a lenda Thunderbird aqui:
    http://demonstre.com/thunderbird-o-passaro-do-trovao/
    Não conhecia a lenda da mandioca, mas achei bem interessante.
    Abraços e até ao próximo post!

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  2. A lenda diz que em tempos difíceis, a seca afastava a caça que fugia em busca de água, o rio secava e não tinha peixe, na terra dura não brotava uma semente, a fome e a desolação tomava conta do povo Tupi, que clamava a Tupã dias melhores.
    Vendo tristeza de seu povo, o chefe da tribo, jurou que ia trazer novamente a alegria a sua tribo.
    Ele daria sua vida a Tupã pelo seu povo e a chuva cairia novamente e molharia as sementes que verdinhas nasceriam, os rios se encheriam corriam fortes e cheios de peixes, a caça voltaria e a aldeia festejaria novamente a fartura.
    Mas para isso era preciso que ele desse sua vida por seu povo.
    E assim morreu, deixando um desejo que depois de morto toda a tribo arrastasse seu corpo por até um lugar distante onde o verde cobrisse a terra o enterrassem ali.
    A a tribo fez como ele pediu, arrastando o corpo do chefe da tribo por léguas até chegar em uma planície verde e quente, enterraram seu corpo cansado.
    Passado alguns dias depois notaram que na cova do chefe da tribo nascia uma planta vigorosa e forte e se espalhava pelo campo em pouco tempo espigas douradas cobriam toda a terra.
    Quando as espigas ficaram amarelas e brilharam como sol os índios colheram e se alimentaram e denominaram de milho, assim a riqueza voltou para aquele povo que nunca mais se desanimou.
    E assim surgiu o milho.

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